quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cigarrinho

Hoje, no decorrer do meu estudo deparei-me com algo que nunca imaginei e que me deixou completamente chocada...
Tendo em conta que estou em época de exames apenas vai aqui uma mensagem:

O cigarro é constituído por uma diversidade de produtos que no fim de contas é como se fosse uma reunião de toda a lixeira e poluição que se pode arranjar numa boca só.

Vejam:

sábado, 29 de maio de 2010

Suporte Básico de Vida

Como acho que cada um de nós deve saber um pouco de suporte básico de vida aqui vão umas manobras essenciais para salvar uma vida.
Tenha em atenção que não deve iniciar estas manobras sem nunca as ter praticado antes se no local estiver presente alguém com conhecimentos mais avançados sobre suporte básico de vida. Inicie estas manobras apenas se mais ninguém tiver conhecimento. Isto porque, a força a ser usada nas compressões, a forma de fazer as insuflações têm uma técnica precisa que não deve falhar.

Suporte Básico de Vida – aspectos básicos

Caso normal/base

1. Verificar as condições de segurança
2. Verificar a consciência do indivíduo
3. Pedir ajuda
4. Verificar sinais vitais: abertura da via aérea e verificação da respiração – Ver Ouvir e Sentir
5. Chamar o 112
6. 2 situações:
a. Paragem Cardiorespiratória: iniciar os ciclos de compressões e insuflações (30:2)
b. Paragem Respiratória: 10 ciclos de insuflações + VOS

Caso politraumatizado
1. Verificar as condições de segurança
2. Estabilizar a cabeça, imobilizando a coluna e prevenindo possíveis traumas se a pessoa se mexer
3. Verificar a consciência da pessoa
4. Pedir ajuda
5. Verificar sinais vitais: abertura da via aérea e verificação da respiração – Ver Ouvir e Sentir
6. Chamar o 112
7. 2 situações descritas anteriormente

Caso grávida
1. Verificar as condições de segurança
2. Verificar a consciência da pessoa
3. Pedir ajuda
4. Verificar sinais vitais: abertura da via aérea e verificação da respiração – Ver Ouvir e Sentir
5. Chamar o 112
6. Deslocar o útero para a esquerda da grávida, ou colocar uma cunha no lado direito
7. 2 situações descritas anteriormente

Caso afogado/criança
1. Verificar as condições de segurança
2. Verificar a consciência da pessoa
3. Pedir ajuda
4. Verificar sinais vitais: abertura da via aérea e verificação da respiração – Ver Ouvir e Sentir
5. Fazer 5 insuflações seguidas de 1 minuto de sbv (3 ciclos)
6. Chamar o 112
7. 2 situações descritas anteriormente



Quando parar?
 Em caso de exaustão
 Chegada da ajuda
 Alteração das condições da vítima  Verificar sinais vitais (VOS)  Colocar em Posição Lateral de Segurança e verificar estado da vítima de minuto em minuto





--> Adquira o manual de suporte básico de vida em PDF

sábado, 22 de maio de 2010

Mama

Mama









·         É um órgão par.
·         As mamas são glândulas cutâneas que pertencem ao sistema genital feminino.
·         Situam-se na porção ântero-superior do tórax (salvo seja :P), de cada lado do esterno, adiante dos músculos grande e pequeno peitoral, no intervalo compreendido entre a 3ª e 7ª costelas.
·         Contudo a situação vai depender um pouco da sua forma e do tipo de tórax.
·         Podem existir mamas acessórias. Ao longo de uma linha que vai desde a axila até à região inguinal. As mamas acessórias podem surgir completas ou apenas surgir a aréola e o mamilo ou o mamilo sem aréola.
·         Na adolescente tem forma semi-ovóide.
·         Na mulher de raça branca, em decúbito dorsal tem forma semi-esférica.
·         Na mulher de raça negra, em decúbito dorsal tem forma cónica.
·         Em mulheres em período de aleitamento ou idosas à mamas pendentes.
·         Entre as duas mamas encontra-se o sulco intermamário.
·         Dependendo do peso e na posição bípede, entre a face inferior da mama e a face anterior do tórax, temos a sulco inframamário.
·         Dimensões: largura – 12/13; altura – 10-11; espessura – 5/6cm
·         Durante a lactação as mamas aumentam de volume, o qual diminui apos a mesopausa.
·         São resistentes e elásticas na mulher nulípara e moles sem elasticidade e pendentes na multípara e na q ta em aleitamento.
·         Meios de fixação: a camada adiposa retromamária continua-se c a fascia superficialis, que p sua vez adere à aponevrose do grande peitoral e ao bordo anterior da clavícula p/ meio do ligamento suspensor da mama.
·         Conformação exterior: convexa; 3 zonas:
o   Zona periférica: continua-se com a pele das regiões adjacentes e c a aréola.
o   Zona médiaaréola: aumenta de tamanho na gravidez. Na mulher nulípara e rosada e na grávida acastanhada. Dps do 6º mês de gravidez pode aparecer uma aréola secundaria com menor pigmentação. Na aréola podem surgir saliências – tubérculos de Morgagni – resultam de glândulas sebáceas mto desenvolvidas. Na mulher grávida os tubérculos de Morgagni desenvolvem-se e chamam-se tubérculos de Montgomery.
o   Zona centralmamilo: localizado no centro da aréola. Tem forma cilíndrica e projecta-se p diante e p fora. O vértice apresenta orifícios – poros galactóforos – cujo conjunto constitui a área cribosa do mamilo e corresponde à abertura dos canais galactóforos.
·         Relaçoes
o   Face anterior: pele
o   Face posterior: camada adiposa retromamária; ligamento suspensor da mama; fascia superficialis; bolsa serosa retromamária; aponevrose do M. grande peitoral; M. grande peitoral; M. pequeno peitoral.
·         Constiuiçao anatómica
o   Camada cutânea – pele que reveste a mama; na zona da aréola e o mamilo essa camada de pele possui fibras musculares lisas que se contraem permitindo a erecção do mamilo e no aleitamento, à expulsão de leite p o exterior por contracção dos canais galactóforos.
o   Camada célulo-adiposa subcutânea – encontra-se entre a pele e o corpo mamário. Não existe na aréola e mamilo. E constituída por tecido adiposo septado por cristas fibrosas - onde estão os vasos e nervos.
o   Camada célulo-adiposa retro-mamária – situada atrás do corpo mamário. Continua-se em cima com a fascia superficialis que adere a aponevrose do grande peitoral e à clavícula, constituindo assim o ligamento suspensor da mama.
o   Corpo mamário – constituído por tecido glandular, tecido conjuntivo denso e adiposo. À periferia apresenta 5 prolongamentos mamários:
§  Prolongamento axilar: dirige-se p a axila p baixo do bordo inferior do grande peitoral;
§  Prolongamento clavicular: dirige-se p/ a clavícula;
§  Prolongamento hipocôndrico: dirige-se p/ o hipocôndrio;
§  Prologamento epigástrico: dirige-se p/ o epigastro;
§  Prolongamento esternal: → p/ o esterno.
Apresenta lobos mamários constituídos por lóbulos mamários onde se encontram as glândulas mamárias. Entre os lobos mamários temos tecido conjuntivo com lóbulos adiposos.  O produto de secreção das glândulas mamárias vai para os canais galactóforos que se continuam pelos seios galactóforos e que terminam nos poros galactóforos.




à Bolsa serosa retromamaria: limitada adiante pela fascia superficialis e atrás pela apronevrose do M. grande peitoral.

·         Desenvolvimento da mama
o    Puberdade: já toda a estrutura da mama está desenvolvida. Tem glândulas, tem lobos mamários tem os seios e canais galactóforos.
o   Na gravidez: as glândulas proliferam e o TC e Tadiposo diminuem.
o   Na lactação: produz-se leite
o   Na menopausa: ocorre processo de involução.




·         Artérias
o   Parte interna: ramos da artéria torácica interna; artéria mamária medial principal
o   Parte inferior e externa: ramos da artéria axilar (nomeadamente: torácica lateral, torácica superior, toraco-acromial e subescapular); artéria mamária lateral principal. Arterias intercostais.

·         Veias
o   Rede superficial – plexo venoso areolar; drena nas veias superficiais vizinhas
o   Rede profunda – drena nas veias torácicas laterais, torácica interna e intercostais. (VPTLITI)

·         Linfáticos
o   Gânglios linfáticos axilares
§  Via principal: é da rede linfática subareolar que partem os vasos linfáticos principais que drenam nos gânglios linfáticos axilares peitorais (do lado da mama onde é feita a drenagem ou do lado oposto).
§  Via transpeitoral: a rede linfática drena p/ gânglios linfáticos axilares apicais; sendo que por vezes, antes de alcançar os apicais, pode haver os interpeitorais.
§  Via retropeitoral: apicais tbm.

o   Gânglios linfáticos para-esternais
    • Gânglios linfáticos supraclaviculares: apesar de pouco frequente podem haver vasos que se dirijam e drenem directamente nos Gânglios linfáticos supraclaviculares.





Nódulo de mama

Etiologia
A presença de nódulo mamário é a principal queixa em centros especializados em mastologia. A maior parte dos nódulos é de natureza benigna. O diagnóstico da lesão, no entanto, deve afirmar a natureza da mesma com acurácia. Os fibroadenomas são os tumores mais freqüentes em pacientes com menos de 40 anos, e acometem até 9% das mulheres. Nestas pacientes em estudo americano as neoplasias malignas representam 5% dos nódulos sólidos. Em pacientes acima de 40 anos, todo nódulo deve ser considerado como suspeito de neopla­sia maligna independentemente de suas carac­terísticas.


Clínica
Os tumores de mama, inclusive os malignos são geralmente assintomáticos e são descobertos à palpação (48%) ou durante mamografia rotineira (41%). Na anamnese, perguntar sobre a evolução da lesão desde a detecção, alterações da mama ou da papila, história de biópsias prévias, antecedente de traumatismo mamário, exposição prévia a quimio ou radioterapia, presença de derrame papilar, história pregressa ou familiar de câncer de mama ou ovário, uso de terapia hormonal ou anticoncepcional. O ingurgitamento ma­mário, durante o prémenstruo, pode dificultar eventualmente a descoberta de uma lesão neste período. Eritema local, edema, retração de pele ou mamilo às manobras de inspeção estática ou dinâmica podem representar infiltração cutânea ou dos ligamentos suspensores da mama (de Cooper). Nódulos endurecidos, fixos ou com mobilidade restrita sugerem neoplasia maligna, assim como linfonodos endurecidos ou coales­centes em cadeias axilares ou claviculares.

Diagnóstico
Na mamografia devem-se avaliar a densidade, os contornos e o formato dos nódulos. Quanto à densidade, nódulos com densidade superior a do parênquima mamário tendem a ser de natureza maligna devido ao maior conteúdo celular; porém, hematomas, abscessos e cistos sebáceos também podem se apresentar dessa forma. Quanto aos contornos, os nódulos com contornos bem definidos têm pequena probabilidade de ser malignos, porém tumores do tipo colóide, mucinoso e medular podem se apresentar dessa forma. O contorno lobulado pode ser encontrado nos fibroadenomas, hamartomas e papilomas (lesões benignas) como nos carcinomas, porém, se o contorno não está bem definido, aumentam as probabilidades de uma lesão maligna.
As lesões de contorno espiculado têm a maior probabilidade de ser carcinomas; porém, é necessário o diagnóstico diferencial com cicatrizes cirúrgicas, esteatonecrose e adenose esclerosante. O formato da lesão tem pequena correlação com sua natureza.
A mamografia apresenta uma taxa de 10 a 20% de falsos negativos. As lesões suspeitas à mamografia ou à ultra-sonografia devem ser biopsiadas por punção com agulha fina, punção com agulha grossa (core biopsy ou mamotomia) ou biópsia excisional.








Mais informaçoes em: http://www.consultormedico.com/consultar-doencas/caroco-na-mama/nodulo-de-mama.html



    sábado, 15 de maio de 2010

    Útero


    Útero

    Considerações gerais
    ·         Duro à palpação e elástico;
    ·         Ímpar, mas caso ocorra um deficiente desevolvimento embrionário, pode estar ausente ou surgir útero duplos;
    ·         Situação: Porção mediana da cavidade pélvica, atrás da bexiga, à frente do recto; por baixo das ansas intestinais; por cima da vagina, com a qual se continua e por entre as trompas uterinas.
    ·         Durante a gravidez: a situação do útero vai alterando à medida que o tempo passa.
    o   Nos 2 primeiros meses da gravidez o útero mantém-se na escavação pélvica.
    o   Após isso, o seu fundo vai se projectando acima da sínfise púbica.



    ·         Forma: forma de cone truncado com base superior e vértice inferior.
    o   Na nulípara: há uma porção superior – corpo uterino e uma porção inferior cilíndrica – o colo uterino, separados por uma porção mais “apertada” – o istmo uterino.
    o   Na multípara: O istmo uterino não é detectado externamente.
    o   Útero grávido: a partir do 2º mês a forma passa a esférica e com o passar do tempo, cilíndrica e por fim, ovóide.
    ·         Posição: o útero é um órgão com uma grande mobilidade. Esta mobilidade depende das variações da pressão abdominal e das variações fisiológicas da bexiga e do recto.
    O eixo do corpo uterino forma com o eixo do colo uterino, um ângulo aberto p/ diante, que varia entre os 100º e 120º, e olha para a sínfise púbica, em condições fisiológicas.
    O vértice do ângulo constitui o ponto central do útero (que corresponde ao ponto mais fixo do útero).
    O ponto central do útero está situado no centro da cavidade pélvica sobre a linha umbilico-coccígea.
    Por vezes, o ângulo entre o eixo do corpo e o eixo do colo pode sofrer modificações que condicionam diferentes condições clínicas:
    o   Útero em anteflexão: quando o corpo uterino se projecta acentuadamente para a frente;
    o   Útero em retroflexao: quando o corpo uterino se projecta acentuadamente para trás;
    o   Útero em lateroflexao direita: quando o corpo uterino se projecta para o lado direito;
    o   Útero em lateroflexão esquerda: quando o corpo uterino se projecta para o lado esquerdo.
    ·         Dimensões
    o   Nulípara: 6 -7cm comprimento; 4cm largura; 40-50g
    o   Multípara: 7-8cm de comprimento; 5cm de largura; 60-70g.

    Conformação Exterior
    Já sabemos que existe um corpo uterino e um colo uterino, cilíndrico, separados por um istmo uterino.
    Corpo Uterino
    ·         Forma triangular: 2 faces – AI e PS; 3 bordos – 2 laterais e 1 superior (fundo uterino); 3 ângulos – 2 laterais (cornos uterinos) e 1 inferior.

    ·         Face ântero-inferior: ligeiramente convexa, coberta por peritoneu.

    ·         Face póstero-superior: + convexa que a face AI, coberta por peritoneu, apresenta uma crista na região mediana – resquício da fusão dos canais de Muller que originam o útero.

    ·         Bordos laterais: convexos de diante p/ trás.

    ·         Bordo superior/fundo uterino: corresponde à porção mais larga do órgão. Revistada por peritoneu; convexa no sentido ântero-posterior; rectilínia transversalmente nas nulíparas e convexa transversalmente nas multíparas.

    ·         Angulos laterias/cornos uterinos: continuam-se pela trompa uterina e dão inserção aos ligamentos redondos e aos ligamentos útero-ováricos.

    ·         Ângulo inferior: continua-se pelo colo uterino.

    ·         Istmo uterino: representa um sulco bem marcado adiante e aos lados e apagado atrás, nas nulíparas.

    Colo Uterino
    ·         Apresenta forma de um cone dilatado na porção media.
    ·         A extremidade superior da vagina (doma vaginal) insere-se no seu contorno: mais precisamente – adiante, na porção que separa o terço médio do inferior do colo do útero – atrás, na porção que corresponde à união dos 2/3 inferiores do colo uterino com o superior.
    ·         Assim vamos ter a vagina dividida em 3 segmentos:
    o   Segmento superior extravaginal – mede entre 1,5 a 2cm; continua-se cm o corpo uterino através do istmo uterino.
    o   Segmento vaginal – equivale à região onde está inserida a vagina e mede à volta de 0.5cm.
    o   Segmento inferior intravaginal – também chamado de fucinho de tença; pode ser palpado por toque vaginal. Apresenta forma de um cone truncado cujo vértice é o orifício externo ou orifício inferior do colo uterino.
    O segmento inferior intravaginal está envolvido por um fundo de saco que o separa da parede vaginal. Este fundo de saco está segmentado em 4 segmentos: fundo de saco anterior; posterior e laterais. Através destes fundos de saco pode-se fazer a exploração clínica dos paramétrios.
    O orifício inferior do colo uterino permite a comunicação da cavidade uterina com a vaginal e apresenta variações na forma dependendo se se trata de uma mulher:
    §  Nulipara – orifício pequeno e liso
    §  Primipara – orifício semelhante a uma fenda c/ um lábio anterior e um lábio posterior e duas comissuras.
    §  Multipara – orifício maior apresenta elevações e depressões.

    Conformação Interior
    No seu interior, o útero apresenta a cavidade uterina que se continua pelas trompas uterinas e através do orifício inferior do colo uterino, com a cavidade vaginal.
    ·         Cavidade uterina: apresenta uma região mais estreita que corresponde ao istmo uterino, acima do qual temos a cavidade do corpo uterino e abaixo temos a cavidade do colo uterino/ cavidade cervical ou canal cervical uterino.
    o   Cavidade do corpo uterino: apresenta forma triangular: 2 faces; 3 bordos; 3 ângulos. Num útero não grávido trata-se de uma cavidade virtual, porque a face ântero-inferior e a face postero-superior estão aplicadas uma contra a outra e separadas por uma fina camada de muco.
    Bordos: na nulípara – curvilíneos; multípara – rectos
    Ângulos: supero-externos: comunicam-se com as trompas uterinas; inferior: constitui o orifício interno ou superior do colo uterino e comunica-se com a cavidade do colo uterino.
    ·         Canal cervical uterino/ cavidade cervical/ cavidade do colo uterino: dilatada na porção média: 2 faces; 2 bordos; 2 orifícios.
    Faces: a face anterior e a face posterior aplicam-se uma contra a outra. Cada uma delas apresenta na região mediana uma prega longitudinal – prega principal – que origina para cada lado – pregas secundárias – que se dirigem obliquamente p/ fora e p/ cima. O conjunto de prega principal + pregas secundárias constitui a árvore da vida. Assim num útero existem 2 árvores da vida. Entre as pregas da árvore da vida existem orifícios – orifícios dos canais excretores das glândulas cervicais.
    Bordos laterais: concavidade olha p/ dentro.
    Orifícios: 1- Orifício interno ou Orifício superior do colo uterino – corresponde ao istmo; 2- Orifício externo ou orifício inferior do colo uterino – permite a comunicação da cavidade do colo uterino com a cavidade vaginal.


    Sistemas de manutenção do útero

    1.       Sistema de orientação do útero
    Permite que o útero fique orientado em anteflexão;
    - Ligamentos largos (2) - laterais
    - Ligamentos redondos (2) - anteriores

    1.1. Ligamentos largos
    Os folhetos peritoneais que revestem o fundo uterino e as faces do útero, sobrepõem-se ao nível dos bordos laterais para constituir os ligamentos largos que se dirigem depois para as paredes laterais da cavidade pélvica (constituídas a este nível pelo músculo obturador e sua aponevrose e pelo osso coxal).
    Os ligamentos largos dirigem-se p/ baixo p/trás e p/fora dividindo a cavidade pélvica em 2 compartimentos: loca pré-uterina (compartimento anterior) e loca retro-uterina (compartimento posterior).
    o   Loca pré-uterina: onde se localiza a bexiga;
    o   Loca retro-uterina: ocupada pelo recto.
    Os ligamentos largos apresentam:
    Face Antero-inferior: apresenta a asa anterior/ asa funicular – forma triangular – base = paramétrio do ligamento largo.
    Face Postero-superior: apresenta a asa posterior/mesovário – formada por: ligamento útero-ovárico; bordo anterior do ovário; ligamento tubo-ovárico.
    Bordo Superior: apresenta a asa superior/tubária ou mesosalpingue.
    O espaço entre os folhetos dos ligamentos largos apresenta inúmeras estruturas e pode ser dividido em duas porções: Porção superior – mesométrio; Porção inferior – paramétrio.
    O mesométrio corresponde às três asas do ligamento largo, no tecido conjuntivo que o constitui podemos encontrar: a artéria uterina, plexo venoso uterino, linfáticos e nervos e o canal de Palpighi e Gartner.
    O paramétrio está abaixo das asas do ligamento largo. É constituído por tecido conjuntivo por onde passa a porção pélvica do uretero, a artéria uterina, a artéria vaginal longa, as veias, os linfáticos e os nervos do paramétrio.

    1.1. Ligamentos Redondos
    ·         São dois ligamentos anteriores que vão desde os ângulos laterais do corpo do útero até à região púbica.
    ·         Estes ligamentos vão diminuindo de espessura à medida que se afastam do útero.
    ·         Têm origem nos ângulos laterais ou cornos do corpo uterino, abaixo das trompas uterinas e depois dirigem-se obliquamente p/ a frente e p/fora até atingir o orifício profundo do trajecto inguinal, percorre este trajecto e termina na sínfise púbica, monte de Vénus e grandes lábios intermédio de vários feixes.
    Deste modo apresenta 4 porções: pélvica – caminha ao longo do ligamento largo; ilíaca – tem origem no estreito superior da escavação pélvica e termina no orifício profundo do trajecto inguinal (ao longo do seu trajecto cruza 1º a veia ilíaca externa e depois a artéria ilíaca externa); Inguinal – encontra-se/corresponde no trajecto inguinal (relaciona-se com os ramos genitais dos nervos grande e pequeno abdómino-genitais e nervo génito-crural); Vulvar – tem origem ao nível do orifício superificial do trajecto inguinal e divide-se em varias fibras tendinosas que se inserem: umas 1) no púbis 2)sínfise púbica; outras 3)na camada adiposa do monte de Vénus e 4)grandes lábios.  .

    2.       Sistema de suspensão do útero
    É constituído por ligamentos do sistema transversal e ligamentos do sistema longitudinal. Estes ligamentos permitem manter o útero na posição fisiológica e permitem que o istmo e o colo uterino se fixem às paredes da cavidade pélvica.
    Ligamento do sistema transversal
    ·         Ligamento transverso de Mackenroth/ ligamento cervical transverso/ ligamento cardinal
    É ligamento transverso, situado na base dos ligamentos largos, que vai desde o útero às paredes laterais da cavidade pélvica.
    É constituído por uma porção interna – pilar do colo uterino e por uma porção externa – “pars nuda” de Amreich, separadas pelo centro tendinoso.
    o   Pilar do colo uterino – insere-se na porção extravaginal do colo do útero e no doma vaginal e depois insere-se no centro tendinoso.
    o   A “pars nuda” de Amreich  - insere-se internamente, no centro tendinoso e externamente, envolve os vasos ilíacos internos.

    Ligamentos do sistema longitudinal

    Os ligamentos do sistema longitudinal formam as lâminas sacro-recto-génito-vésico-púbicas. Estas lâminas podem ser divididas em duas porções na mulher:
    ·         Porção Anterior – ligamentos pubo-vesico-uterinos;
    ·         Porçao posterior – ligamentos útero-sagrados

    ·         Ligamentos púbo-vésico-uterinos

    è Ligamentos vésico-uterinos – pilares internos da bexiga: são formações fibro-musculares que vão desde o colo uterino à base da bexiga.
    è Ligamentos pubo-viscerais – correspondem à continuação dos ligamentos vésico-uterinos, só que estendem-se da face ântero-inferior da bexiga à face posterior do púbis.

    ·         Ligamentos útero-sagrados
    Os ligamentos útero-sagrados inserem-se à frente por 3 feixes:
    1-      Feixe externo: insere-se no ligamento transverso de Mackenroth.
    2-      Feixe médio: na face posterior do istmo uterino. As fibras de cada lado intersectam-se formando 1 prega – ligamento Jean Louis Petit ou “torus” uterino.
    3-      Feixe interno: insere-se nas faces laterais do recto.
    Os feixes dirigem-se p trás e p cima contornam as faces laterais do recto e terminam na face anterior do sacro.

    3.       Sistema de sustentação do útero
    ·          É o sistema mais potente de sustentação. Constituído pela inserção do colo do útero no doma vaginal e pelos músculos levantadores do ânus e músculos do períneo.

    Relações
    ·         Corpo uterino
    o   Face antero-inferior: folheto visceral do peritoneu que a cobre – este folheto visceral cobre a face anterior do corpo uterino até alcançar o istmo uterino onde se reflecte p/ alcançar a face postero-superior da bexiga. Constitui assim o fundo de saco vésico-uterino quando a bexiga está cheia. Quando a bexiga está dilatada constitui uma relação da face anterior do corpo do útero. Porém, quando vazia, o corpo uterino separa-se dela pelas ansas intestinais que descem para o fundo de saco vésico-uterino.
    o   Face póstero-superior: está coberta pelo folheto visceral do peritoneu até à porção superior da face posterior da vagina onde este se reflecte para alcançar a face anterior do recto, constituindo o fundo de saco recto-vaginal de Douglas. Quando o recto está distendido o corpo uterino e o recto aplicam-se directamente um contra o outro, porém, quando vazio, o fundo de saco está preenchido pelas ansas intestinais e com o cólon pélvico ou sigmoideu.
    o   Bordos laterais: relacionam-se com as formações presentes no tecido conjuntivo do mesométrio: artéria uterina; plexo venoso uterino; linfáticos, nervos e canal de Malpighi e Gartner.
    o   Bordo superior/fundo uterino: asas intestinais e cólon pélvico ou sigmoideu.

    ·         Colo uterino
    o   Segmento superior extravaginal: à frente – fáscia precervical ou fáscia de Lenhossek, base da bexiga, ligamentos vesico-uterinos; atrás – fáscia retrocervical; fundo de saco retrovaginal de Douglas; Lateralmente – porção pélvica do uretero, artéria uterina, artéria vaginal longa, veias do paramétrio, linfáticos e nervos do paramétrio.
    o   Segmento vaginal: tem relações semelhantes a do segmento superior extravaginal.
    o   Segmento Inferior intravaginal:  relaciona-se com o s fundos de saco e com as paredes da vagina e indirectamente c/: adiante – base da bexiga, septo vésico-vaginal (e porção terminal do uretero que se encontra neste septo e pode ser palpado por toque vaginal); atrás – septo vesico-rectal; Lateralmente – uretero e vasos que vascularizam e inervam a vagina (artéria longa vaginal, plexo venoso útero-vaginal e vasos linfáticos).

    Constituição Anatómica
           Túnica Serosa: corresponde ao folheto visceral do peritoneu parietal e reveste todo o corpo uterino e istmo uterino. É aderente no fundo uterino e descolável na restante porção. Aos lados os folhetos sobrepõem-se para constituir os ligamentos largos. Atrás e à frente os folhetos reflectem-se sobre estruturas como o recto e a bexiga, respectivamente, para formar fundos de saco – recto-vaginal de Douglas e vésico-uterino.
           Túnica Muscular/Miométrio:
           Túnica Mucosa